O coordenador de Desenvolvimento Regional e Territorial do governo de São Paulo, José Luiz Ricca, afirmou em evento na capital paulista que a organização de micro e pequenos empresários está revolucionando a economia em escala local. “Os APLs (Arranjos Produtivos Locais) são uma metodologia de gestão”, disse Ricca. “Se o século 20 foi o século da indústria, o século 21 será o século do empreendedorismo individual, e os APLs são a forma mais inteligente de organizar a produção, estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento local.”
Ricca foi um dos palestrantes da Expo Brasil 2009, feira sobre desenvolvimento local realizada entre quarta e sexta-feira passadas. Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas que atuam em torno de uma atividade produtiva comum e estão concentradas em um mesmo território. A palavra-chave é integração. A ideia é articular cadeias produtivas em torno do tripé conhecimento-inovação-mercado, unindo forças por meio da formação de um grupo de gestão formado e financiado pelos empresários associados. O objetivo é se tornar mais forte, mais competitivo e, evidentemente, crescer. A união que faz a força.
A união que faz a força
O grupo desenvolve estratégias conjuntas de produção, treinamento de pessoal e distribuição que podem baratear custos, tornar mais eficaz o enfrentamento da concorrência externa e fortalecer a indústria local. Nos APLs, as empresas se associam com o objetivo de fortalecer o setor. Para isso, estabelecem ações coordenadas para o benefício de todas as associadas.
Estiveram também no encontro, Mariana Zamumer, do Arranjo Produtivo Local das Confecções de Cerquilho, Tietê e Região (que resultou de uma parceria com o Sebrae em 2005 e é hoje a ACICET – Associação de Confecções de Cerquilho, Tietê e Região), e Marcelo Nunes, coordenador da APL Aeroespacial de São José dos Campos, que reúne as micro e pequenas empresas que produzem peças e prestam serviços à indústria aeronáutica e aeroespacial, promovendo rodadas de negócios, missões internacionais em busca de novos clientes e pequisas de mercado.
As APLs contam com reconhecimento governamental desde 2004, quando foi criado o Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais (GTP APL), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. De acordo com o grupo, para um APL ser identificado e formalizado, ele deve:
- Ter um número significativo de empreendimentos no território e de indivíduos que atuam em torno de uma atividade produtiva predominante, e;
- Compartilharem formas percebidas de cooperação e algum mecanismo de governança. Pode incluir pequenas, médias e grandes empresas.
Os Arranjos Produtivos Locais contam com o apoio de instituições do governo, de associações de empresários, do Sebrae, e de instituições de pesquisa. Para formar um APL, o caminho mais fácil é procurar o Sebrae ou sua associação de classe.
Para saber mais, clique nos seguintes hiperlinks:
Tags: APL, Arranjos Produtivos Locais, sebrae


