Todo empreendedor sabe que, quando o negócio começa a crescer, e o número de funcionários passa a aumentar, uma das maiores preocupações é o capital humano. Um dos principais desafios é fazer com que cada um deles dê o melhor de si. Foi-se o tempo (felizmente) em que a pressão do medo de perder o emprego era considerada uma boa estratégia para aumentar a eficiência do trabalhador. Hoje, a pessoa precisa é estar motivada. Segundo estudo divulgado nesta sexta-feira pelo site InfoMoney, uma equipe motivada é 50% mais produtiva. A pesquisa foi realizada pela Right Management, consultoria norte-americana especializada em Recursos Humanos, com escritórios em mais de 40 países, entre eles o Brasil.
Conheça 26 fatores de motivação
Uma das conclusões do estudo é que dinheiro, realmente, não é tudo. Aumentos de salário e gratificações estão longe de ser o que os funcionários de uma empresa mais desejam. “É interessante notar que as afirmações relacionadas com recompensa e reconhecimento mostram relações significativas com a motivação, mas não foram as que apresentaram maior correlação”, afirma a diretora comercial da Right Management, Márcia Palmeira. “Funcionários motivados esperam mais do que incentivos materiais.”
Conheça a seguir o que mais motivas as pessoas, segundo o levantamento:
- Comprometimento com os valores básicos da organização em que trabalha;
- Valorização dos produtos e serviços pelos clientes;
- Opiniões levadas em consideração;
- Entendimento perfeito sobre o trabalho esperado;
- Contribuição para atender às necessidades dos clientes;
- Recompensa com justiça;
- Valorização dos colaboradores por parte dos líderes;
- Todos são tratados com respeito;
- Concentração na atividade desenvolvida no local de trabalho;
- Objetivos pessoais relacionados com o plano de negócios da área;
- Compreensão clara da missão da organização;
- Capacidade dos líderes em fazer da empresa um sucesso;
- Incentivo para assumir novas responsabilidades;
- Envolvimento da empresa no suporte à comunidade;
- Oportunidades de carreira na organização;
- Equilibro entre trabalho e interesses pessoais;
- A empresa permitir o equilíbrio razoável entre família e trabalho;
- Pressão razoável na função exercida;
- Investimento suficiente para bom desempenho da organização;
- Salário competitivo comparado como cargos semelhantes dentro da empresa;
- Apoio necessário do gerente imediato para realização do trabalho;
- Capacidade das pessoas em realizar seu trabalho com eficácia;
- Empresa eficaz em atrair e reter talentos;
- Autoridade necessária para realizar bem o trabalho;
- A empresa promover a saúde e o bem-estar;
- Investimento na aprendizagem e desenvolvimento das pessoas
A pesquisa
O levantamento foi realizado com cerca de 30 mil funcionários em 15 países e pediu aos entrevistados que indicassem o nível de concordância ou discordância com 90 afirmações específicas envolvendo a eficácia organizacional. As respostas foram correlacionadas com os relatórios de autoavaliação dos entrevistados sobre seu nível de motivação.



Boa tarde. O artigo é bom e muito esclarecedor. Gostaria de completar. Vamos lá:
-a motivação não é um fenômeno que se generaliza por todos os aspectos do comportamento. A motivação é focada, isto é, sempre dirigida a um tema específico. Assim, ela é encontrada sob quaisquer formas de condutas, particulares a área educacional, profissional ou mesmo pessoal. E Com isso, ao afirmar que alguém está motivado, temos que responder a qual atividade, etc e tal…
-motivação não pode ser confundida com esquemas normais e sociais de condicionamento, a que estão submetidos a grande maioria de nossas condutas.
-procurar os motivos motivacionais não é importante para o entendimento da motivação. Há uma enorme variabilidade de valores sociais dentro de nossa cultura. A questão da motivação com os valores é outra.
-não há como existir o termo “automotivação”.Pura tautologia!
-Bons líderes necessitam, antes de mais nada, serem exímios estimuladores, incitadores, para manter em ativação as performances.
a frustração é enorme quando tentamos motivar porque não conseguimos compreender todas as implicações e consequências da motivação no comportamento humano. Na verdade, ainda estamos no período préparadigmático e temos que adicionar uma atenção bem maior a este tema ainda tão aberto a novas especulações.
Obrigada a todos.
Sucesso!
Angela Paes!
É uma pena que esses critérios pouco se aplicam ao serviço público, onde somos pouco valorizados, desmotivados e mal-remunerados. Elen – historiadora.