O coordenador de Desenvolvimento Regional e Territorial do governo de São Paulo, José Luiz Ricca, afirmou em evento na capital paulista que a organização de micro e pequenos empresários está revolucionando a economia em escala local. “Os APLs (Arranjos Produtivos Locais) são uma metodologia de gestão”, disse Ricca. “Se o século 20 foi o século da indústria, o século 21 será o século do empreendedorismo individual, e os APLs são a forma mais inteligente de organizar a produção, estimular o crescimento econômico e o desenvolvimento local.”
Ricca foi um dos palestrantes da Expo Brasil 2009, feira sobre desenvolvimento local realizada entre quarta e sexta-feira passadas. Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas que atuam em torno de uma atividade produtiva comum e estão concentradas em um mesmo território. A palavra-chave é integração. A ideia é articular cadeias produtivas em torno do tripé conhecimento-inovação-mercado, unindo forças por meio da formação de um grupo de gestão formado e financiado pelos empresários associados. O objetivo é se tornar mais forte, mais competitivo e, evidentemente, crescer. A união que faz a força.

O Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, está recebendo especialistas brasileiros e internacionais, além de pequenos e médios empresários, para discutir os desafios ao desenvolvimento local no Brasil. Aberta ontem, a
Se você não sabe o que são Arranjos Produtivos Locais – ou simplesmente APL –, não deixe de ler esta notícia só por esse motivo, pois essa pode ser a alternativa que você estava procurando para fazer a sua empresa crescer. Em poucas palavras, os APLs são parcerias de pequenas empresas do mesmo ramo, inspirados num modelo bem-sucedido na Itália. Para esclarecer um pouco mais o assunto, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vai realizar entre os dias 27 e 29 de outubro, em Brasília, a 4ª Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais.

